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sábado, 16 de junho de 2007

O ser humano só é Resiliente até um certo ponto

Não conheço o aluno da Universidade do Minho que «esfaqueou» o professor, mas uma coisa é certa, a resiliência do ser humano tem limites. Não vou estar a discorrer sobre o tema de resiliência pois que podem ler sobre a matéria aqui http://br.monografias.com/trabalhos/reado/reado.shtml, passe a expressão, não é estar a fazer propaganda à mim próprio, mas escrevi isso durante o primeiro ano do mestrado de psicologia educacional, na UALG, e quem quizer ler mais sobre a resiliência bem pode lá dar um salto.

Correu há muitos anos uma história em Lisboa que um engraxador de sapatos (que tinha uma acentuada corcava) de sapatos, que por sinal era marreco, tinha atirado uma escova à cabeça do sujeito com gana suficiente para abrir a cabeça ao outro. Claro que foi acusado de assassinato, mas o seu advogado de defesa, durante o julgamento tanto chateou o juíz, desculpem não saber exactamente esta parte da história, que o juíz concluiu que o dito engraxador ao ter sido durante anos insultado e enxovalhado, não podia reagir de outra forma. Se houver por aí alguém de direito que se lembre da história, comente-a e emende, identifique-se que eu prometo postar o comentário e mantê-lo no anonimato, caso deseje.

Mas continuemos, esse engraxador não foi condenado, porque realmente, a situação de aborrecimento contínuo, tinha levado o engraxador a perder as estribeiras, e na gíria a ter-se passado dos carretos.

A resiliência do ser humano faz com que esta se adapte às novas circunstâncias da vida, além disso uns conseguem ter mais resiliência ou prolongá-la durante mais tempo, porém, tal como na engenharia a resiliência humana tem limites, e pode sofrer fracturas. O que aconteceu com o aluno da Universidade do Minho, foi que ele perdeu a maleabilidade de lidar com a situação de frustração constante, devido à pseudo história do «Processo de Bolonha».

Já ouvi muitas explicações sobre o Processo de Bolonha, li o DR em que isso veio publicado, mas por vezes contínuo com a sensação que daqui por uns anos, vão existir licenciados de 5 anos e licenciados de 3 anos, pois que resolveram mudar os termos, senão vejamos:

Bacharelato = Licenciatura
Licenciatura = Mestrado
Mestrado = Mestrado
Doutoramento = Doutoramento.

É exactamente isto que se passa. Pois que irá haver licenciados de primeira e licenciados de segunda categoria.

O facto é que em muitos cursos superiores algumas disciplinas parecem estar um pouco deslocadas, e pelo que tenho ouvido, as faculdades vão ter que rever os cursos, e tirarem essas ditas disciplinas. Mas esta questão toda, prende-se ainda com uma outra situação, que talvez um dia destes torne a repegar na matéria.

Mas uma coisa é certa, a resiliência tem limites, limites esses que são ditados pela resistência à frustração e à forma de manejar o stress.

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