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segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Resiliência Negativa

A Resiliência Negativa segundo Rudolfo Domenico Pizzinga

http://paxprofundis.org/livros/resiliencia/resiliencia.htm

«Já a resiliência negativa é ideológica ou interesseira, ou seja, é a pasividade, o fatalismo, a prevalência de mitos, o levar vantagem etc. Refiere-se, portanto, à forma com que os homens concebem ilusoriamente o mundo e o meio ambiente que habitam e com o qual interatuam.»

Ela existe efectivamente, se bem que ao longo dos meus vinte seis anos como psicólogo, tenha visto algo que não lhe chamaria resiliência, se bem que ande lá perto, não chamaria nem fado, nem fatalismo, mas sim uma irredutibilidade de comportamento que se obseva em certos jovens, que achando que não precisam de falar com ninguém, tomam decisões erradas, e metem por caminhos errados. Essa irreductibilidade não é falada directamente mas Tomckiewickz aflorou o assunto no seu livro «Marginalizar ou deixar crescer - ou como fazer do seu filho um delinquente».


De facto existe a resiliência negativa, tal como existe a fadiga do metal, que leva a que automóveis, aviões e etc., tenham que ir parar à sucata, pois que o metal já não dá mais, isto apesar de a nível dos automóveis, o que eu acho é uma coisa um pouco diferente, o motor quebra devido a velhice mas a carroçaria mantém-se intacta, com mais ou menos soldadura e com mais ou menos pintura. Claro que os modelos actuais têm mais uma modernidade, que é o facto de serem feitos com partes de alumínio e de fibra de vidro, e partes plásticas, estas últimas queimam-se com o sol e ao fim de uns anos abrem fendas, pois que tem um tempo de vida útil. Mas voltando à resiliência negativa a esses jovens que «não são malucos nem loucos» e que não precisam de falar nem com o professor tutor, nem com o professor Diector de Turma, nem com o psicólogo escolar, nem com ninguém vão tomando decisões erradas, que os levam a ficar a marcar passo nos sistemas de ensino, pois que olham para a comunicação social e pensam ou são levados a pensar que para ganharem o Ordenado Mínimo não precisam de se esforçar a estudar, e que para fazer limpezas ou para fazer de pedreiro, ganhando ao dia, se tiverem sorte, conseguem tirar mais em duas semanas de trabalho, que um professor ou qualquer outro pessoal que trabalhe para o sistema público.

Feitas as contas, até são capazes de ter razão, pois que se chamarmos algum electricista, vidraceiro, pedreiro, etc. para fazer qualquer pequeno trabalho leva 35 €'s à hora.

Estudar para quê, para vir a ser explorado????