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segunda-feira, 28 de julho de 2014

sábado, 19 de julho de 2014

40 anos depois do 25 Abril de 1974

Seria bom que a classe política se debruçasse sobre estes últimos 40 anos. Em primeiro lugar, olharem para o percurso do país, do qual nos anos 60 as pessoas comuns, tinham que atravessar os Alpes, para poderem ganhar a vida, e depois de muitos anos de trabalho no estrangeiro, virem montar estabelecimentos comerciais, e re-instalarem-se em solo luso, no sentido de criarem os seus rebentos que nasceram lá longe.

Na verdade, nunca se olhou para  a estrutura da população portuguesa, não se olhou para a educação como forma de formar pessoal devidamente qualificado para entrar num mercado de trabalho. Nunca se pensou, que ao deixar-se fechar fábricas de conservas no sul do país, nomeadamente no Algarve, iria de alguma forma influenciar o crescimento populacional da zona.

Em 1974 falou-se de «uma espécie de democratização do ensino», falou-se e fez-se, provavelmente mal feito e mal pensado, pois que de alguma forma tinha que se parar a entrada no ensino superior da população existente. Entre 1974 e 1977, o contingente de candidatos passou repentinamente dos 14000 para os 28000, e aí teve que se estancar as entradas e arranjar uma forma rápida de quebrar de alguma forma a corrente de acesso ao ensino superior.

Porém, ao mesmo tempo que se limitava isto, o aparecimento repentino de uma população que necessitava de emprego urgente, casa, educação e todo um conjunto de medidas com características excepcionais, levou a que o número de habitações existentes para alugar, ficassem reduzidas a expressões nunca antes vista, tendo todo o jovem casal de pensar várias vezes em que sarilho se iria meter, para conseguir arranjar uma casa mais ou menos decente. Os direitos das transmissões das chaves, os quais eram apelidados por trespasse, situava-se na altura em cerca de 50.000$00, actuais € 250,00, porém os preços variavam, dependendo dos locais, dos senhorios e até das agências.

O ensino começou a ser pensado de uma forma que não olhou para o futuro, mas sim, para um futuro mais imediato e não de longo prazo. O trabalho e emprego que já era reduzido, logicamente começou a ser cada vez mais complicado, se bem que não se possa pensar da especialização técnica e comercial necessária para se entrar como empregado de escritório, contabilista ou operário fabril.

A reforma da educação começou com Veiga Simão em Janeiro de 1970, o qual traçou em linhas muito gerais, algumas mudanças, que iriam perdurar durante cerca de 20 anos, até que alguém teve a infeliz ideia de transformar o Ano de Serviço Cívico, em algo mais que isso, um ano propedêutico, no qual o aluno aprenderia algo mais sobre a matéria específica do curso a que se queria candidatar. Esta parte é uma forma muito geral de colocar a questão. Porque efectivamente, tal prática nunca sucedeu. O que sucedeu, foi que o alargamento do Secundário para mais um ano, para travar a fuga dos alunos do sistema Secundário para o Universitário, veio efectivamente a concretizar-se. Impôs-se mais horas de Português, mais horas de Matemática, e mais coisa menos coisa, o 12º ano veio para ficar. Porém, o pensamento na altura, seria outro, o 12º ano, seria efectivamente algo que fomentaria a entrada do jovem na vida activa, para aqueles que não quisessem prosseguir os estudos. O estancamento das entradas no Ensino Superior através do Serviço Cívico, implementada como uma medida extremamente revolucionária para modificar a sociedade, veio a verificar-se completamente incongruente. Na realidade o país não se modificou, o sistema económico, financeiro e social implementado continuou como até aí, e pouco ou nada se modificou. Mas modificou, a mentalidade dos jovens da altura, levando-os a concluir os seus percursos formativos mais tarde, a ter de olhar para o futuro com menos esperança, a evitar que casais se formassem e que os filhos nascessem. Isto porque, derivado de uma situação de emergência nacional, sem se pensar como seria o futuro daí a 40 ou 50 anos.

AS actuais medidas anunciadas de apoio à natalidade, são pouco ou nada eficientes, pois que quer se queira quer não, o desemprego e o baixo salário está aí para durar, a ultra especialização, de pouco ou nada serve, porque o país não está preparado para uma ultra especialização. O fecho constante das fábricas é uma realidade, e o número de alunos formados sem emprego vai engrossando, apesar de não serem contabilizados como desempregados. Porém, dificilmente conseguem aceder a um mercado de trabalho inexistente.





sábado, 10 de maio de 2014

Insectos que aparecem





 Tenho esperança que alguém que visite o blogue consiga identificar este insecto, que parece uma mosca, mas não é exactamente uma mosca.





O aspecto desta pequena criatura era este.