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sábado, 12 de outubro de 2013

Trissomia 21 e Educação Especial

 

Ao longo de 20 anos que tenho acompanhado de perto várias crianças/jovens portadores de trissomia 21.

Como técnico sempre tive que dizer aos pais, que a escola é bastante importante e que a socialização também, porém, aquela criança ou jovem em concreto nunca irá alcançar as competências das outras crianças da turma.

Porém uma coisa é certa, a actual lei serve, se dissesse aos pais e encarregados de educação, no Secundário o seu filho irá beneficiar de 5 horas a nível de aula, e as outras 20 horas deveriam ser numa instituição que o capacitasse para uma vida mais ou menos autónoma.

Ora o inacreditável é que as instituições não existem, as IPSS’s à conta dos estrangulamentos, cada vez podem acorrer a todas as situações. Os sucessivos governos ditam cortes sobre cortes, levando técnicos, professores e outro pessoal que trabalham com este género de população, a pensar se na realidade valerá a pena o esforço e a dedicação que colocam a este tipo de casos, quando ao fim do mês vêm o seu vencimento com menos 10%. De facto, a ciência educativa, psicológica e todas as outras ciências não estáticas, e o pessoal não pode evoluir sem realizar aquisições de livros e manuais, e estes por vezes custam para cima dos 50,00 €. Este valor representa 4,5% do vencimento de um técnico/professor, e acreditem, por vezes são mesmo necessários os investimentos, para atualização.

Os encontros e pequenos cursos normalmente são realizados em Lisboa, como se todo o país funcionasse só com Lisboa, porém uma visita a Lisboa de pessoal que está a 4 ou 5 horas de viagem, na melhor das hipóteses levará só de combustível cerca de 120,00 € isto sem portagens e sem alimentação, e sem refletir em mais nada.

 

Será que vale a pena o desgaste, o esforço e a dedicação às escolas por onde passamos, quem souber que responda, pois que eu não sei responder!!!!!

Sábado, nuvens e outras coisas

 

Nem sempre, estou de acordo com a nova nomenclatura do novo acordo ortográfico, e muito menos acho que exista uma razão que justifique Conselho de Ministros aos domingos. Durante os dias normais da semana, tudo bem, agora aos «domingos», leva-me logo a pensar em diversas despesas que o contribuinte quer queira quer não tem que desembolsar, pedindo os sucessivos governos «mais poupanças».

Em primeiro lugar, temos a factura da EDP que aquele edifício vai ter que pagar, o domingo não é de borla, e a carga energética gasta será igual ao dia da semana. Os trabalhadores sejam eles da Função Publica ou não, terão que ir trabalhar, e das duas uma ou recebem suplemento remuneratório, horas extraordinárias e uma ou outra benesse, sim, porque não acredito que vão trabalhar assim sem mais nem menos aos domingos.

As metas impostas foram umas, e por todos os governos que tem passado pela sistema governativo, sempre se observou que era bem mais simples, rápido e eficiente, ir buscar verbas aos trabalhadores que dão o seu melhor para o Estado, em vez de se olhar para o anacronismo que são verbas que nunca deveriam ir parar ao OGE, pois que apesar de pertencerem ao domínio público, só quendo tem prejuízos é que estes se refletem no OGE, quando tem lucros, estes são dividendos, e se contabilisticamente deveriam aparecer, não aparecem, evaporam-se.

Digamos, segundo as prováveis novas regras contabilidade, o prejuízo deve ser reportado, mas o lucro não, e bem gostava de saber quem inventou esta bela regra?

As nuvens toldam-se, e os cérebros também, e só espero mesmo que este domingo as coisas não estejam muito toldadas, pois que a malta que trabalha para a dita Admnistracção Pública, neste momento do campeonato, já levou tanto corte, que o seu vencimento, começa só a chegar para uma ou duas  semanas, tendo que fazer ilusionismo durante o resto do mês.