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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Profissões que futuro? I

Ao ouvirmos o bombardeamento diário dos despedimentos colectivos, começamos a pensar, mas que tipo de habilitações terão aquelas pessoas todas? Será o 6º ano, será o 9º ano, será o 12º ano, ou mesmo outro tipo de formação universitária. As notícias bombardeiam-nos, mas essa outra parte sobre a formação académica e profissional das pessoas, fica de certa forma escondida, sem ser dito, que no caso das corticeiras, muitos dos trabalhadores hoje na casa dos 40, são capazes de não ter mais que o 6º ano, e provavelmente tirado com imensas dificuldades.

Noutros casos, provavelmente terão alguns na casa dos 50, os cursos industriais, os quais são equivalentes ao actual 9º ano.

E caímos aqui novamente no círculo vicioso, que é preciso formação, mas ao olharmos para as diversas formações propostas, não conseguimos ver qual será aquela que irá dar emprego, leia-se trabalho no futuro, claro que no futuro, irão continuar a ser precisos canalizadores, electricistas, pedreiros, vidraceiros e por aí adiante. Só que, ao olharmos para estas profissões, achamo-las como se fossem profissões de baixo nível e baixo extracto social.

Mas armadilhas da economia sucederam-se de forma inevitável e inexorável. No nosso país talvez mais do que os outros, e talvez mesmo mais depressa do que nos outros países. Isto por várias razões, uma delas muito significativa, mas a qual custa a engoliar a todos os empresários e governantes. Trata-se dos baixos salários e dos imensos impostos contra os quais os parcos salários não conseguem fazer face. Na realidade as empresas de construção automóvel começa agora a sofrer desse mal, isto é, os salários auferidos pelos trabalhadores não dão para comprar um veículo novo de três em três anos e ao mesmo tempo que as indústrias planejam os artigos para um período máximo de vida, esquecem-se que das duas uma, ou o artigo é barato, ou então não vão conseguir ter escoamento do produto, levando por esse motivo a sérias dificuldades de colocação e venda do produto no mercado de trabalho.

Este é na realidade o círculo vicioso no qual se caíu e do qual parece não se conseguir sair de forma fácil, a não ser que uma nova mentalidade económica apareça, e mude a actual sociedade económica, na qual uns parecem ter tudo e outros parecem não conseguir ter as coisas que necessitam.
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