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quarta-feira, 23 de maio de 2007

Voltemos aos CEF's e aos Cursos Profissionais

Apesar do «post» ser dirigido ao JMP que me deixou um comentário, o qual desde já agradeço, mas não irei aqui defender pontos de vista políticos, pois que não é minha intenção tornar o meu blog em algo de cariz político, comecei-o mais, porque não ter que estar sempre a procurar no caderno onde anoto coisas interessantes sobre o Linux e sobre outros sistemas, algumas coisas que vou descobrindo quer por experiência quer ainda por ler por aqui e por ali.

Os Cursos de Educação e Formação que existem, a entidade que os promove tem que garantir às DRE's que existem lugares de estágio. Ora esta situação levanta alguns problemas, para todo e qualquer curso, como é que se vai saber exactamente o que é que uma cidade, um conselho, uma região precisa? A resposta é simples, faz-se inquéritos aos empresários. Se estes irão abrir os lugares para os estágios e posteriormente para a inserção dos alunos na vida activa, isso é outra questão. De facto, quem contacta as empresas para esses lugares, são por norma e por conhecimento do terreno os professores coordenadores das respectivas áreas.

O facto das direcções regionais terem avançado com os cursos profissionais, deve-se a que algumas escolas profissionais financiadas pelo próprio ME geriram mal o assunto, tendo que os alunos sido transferidos para as escolas oficiais, isto é secundárias.

Os Cursos Profissionais seguem a mesma linha de actuação, é bem mais fácil colocar alunos que tenham terminado um Curso Profissional de Electricista de Instalações do que um que tenha terminado o Curso Tecnológico de Electroctenia, o porquê, também é perfeitamente perceptível, existe uma diferença significativa a nível de horas de formação prática entre o Profissional e os Tecnológicos. Porém, existe uma outra diferença relativamente ao ensino na União Europeia, o qual pode ser consultado, país a país e comparar o que lá fora têem e aquilo que nós temos. Deixo aqui o link, para quem quiser fazer as ditas comparações: http://www.min-edu.pt/outerFrame.jsp?link=http%3A//www.eun.org/

O facto é que quem vai para um Curso Profissional, não está a pensar, pelo menos de imediato, prosseguir os estudos, enquanto que, e como já ando nisto há muitos anos mesmo. Leva-me a olhar as mudanças bruscas como algo que pode trazer algo de bom, mas também algo de mau. Porém, e tal como nas Universidades, que se estão a adaptar ao Processo de Bolonha, mais dia menos dia, todo o sistema educativo terá que ser repensado.

O JMP está só no 11º, vai ingressar no 12º, e ainda lhe resta um ano, no final do qual vai ter que realizar a PAT, e ao mesmo tempo poderá se quiser fazer o exame das provas específicas de Matemática e de Física-Química, Claro que o exame de Física e Química deveria ter sido realizado este ano, se ele se quiser candidatar, mas como não sou o orientador da escola dele, pouco mais posso adiantar.

Uma coisa é certa, não é uma questão de se pedir, é mesmo uma questão dos professores das áreas técnicas terem conhecimentos suficientes do terreno para «pedirem» que aceitem os alunos para estágio.

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